Quais os cuidados com um câmbio automático?

O câmbio automático está se tornando cada vez mais frequente nos carros mais vendidos do país. Entenda a diferença nas variações deste sistema.

Popularizado no Brasil como hidramático, o câmbio automático foi apresentado
oficialmente ao mercado americano pela primeira vez em 1940 . Após comprar o protótipo criado
pelos brasileiros José Braz Araripe e Fernando Lehly Lemos, a General Motors introduziu nos Estados
Unidos o câmbio Hydra-matic no Oldsmobile.

Apesar de suas primeiras versões automáticas serem pesadas e consumirem grande quantidade de
combustível, o câmbio automático se tornou um dos opcionais favoritos dos consumidores.

Com a revolução da eletrônica, esse sistema é utilizado atualmente em diversos modelos de carros
compactos e médios no mercado nacional. Em 2018 cerca de 49% dos carros vendidos no Brasil
tinham câmbio automático, segundo Cassio Pagliarini, consultor da Bright em entrevista à revista
Auto Esporte.

Ao passo que as tecnologias foram avançando, o funcionamento dos câmbios também passou por
mudanças e hoje temos diversas versões desse sistema. Vamos conhecê-las?

Conheça os tipos de câmbio automático:

Ao comprar um carro com transmissão automática você irá se deparar com três versões do sistema:
o câmbio automático, automatizado e CVT.

Entenda as diferenças!

Câmbio automático

O câmbio automático utiliza o sistema de engrenagens planetárias, com tamanhos diferentes,
engatadas entre elas. Trabalha com pressão de óleo para realizar troca de marchas e possui um
conversor de torque, sendo o responsável pela mudança de velocidade. O conversor de torque
exerce o papel da embreagem ao posicionar a alavanca na posição “D”.

O câmbio automático é reconhecido pela praticidade e conforto, com passagem de marcha suave,
porém acaba perdendo em consumo de combustível e desempenho quando comparado ao manual.

Câmbio automatizado simples e dupla embreagem

Já o automatizado foi criado com a intenção de ser um câmbio automático mais acessível
financeiramente. Funciona como um manual, porém faz mudanças de marcha por meio de um
atuador hidráulico, substituindo o movimento da alavanca de embreagem dos câmbios manuais,
controlando eletronicamente.

É por isso que as trocas de marcha acabam apresentando mais solavancos que o automático.

O câmbio automatizado de dupla embreagem é uma evolução do simples com a intenção de realizar
trocas de marchas mais rápidas e proporcionar mais conforto diminuindo solavancos nas passadas
das mesmas.

O funcionamento consiste em dois eixos paralelos que contém as engrenagens das marchas. Quando
realiza as trocas, necessita de um sistema com embreagem dupla para acoplamento e
desacoplamento que acontecem de forma simultânea, utilizando dois discos.

Desta forma, durante as passadas de marcha os discos de fricção nunca perdem o contato com o
motor, trabalhando de forma mais rápida e diminuindo solavancos.

CVT – Continuosly Variable Transmission (Transmissão Continuamente Variável)

O CVT é um câmbio que não possui engrenagens, mas polias interligadas através de uma cinta
metálica de alta resistência que simula de forma infinita as marchas.

Além da aceleração contínua, o que dá a sensação de conforto pois parece que o carro não troca de
marcha, proporciona economia de combustível.

Com certeza o CVT é a melhor opção em termos de conforto e economia.

Funções específicas do câmbio automático:

Cada sigla se refere a uma ação a ser feita na caixa do câmbio automático, entenda:

  • P – Park (estacionar)
  • N – Neutral (ponto morto)
  • R – Reverse (marcha ré)
  • D – Drive (dirigir)

Paddle-shifts: Permitem o controle do motorista de forma sequencial ao tocar a alavanca de
borboletas que se localizam no volante.

Alguns carros possuem a função “L” que significa Low ou marcha reduzida, mantendo a marcha mais
curta e o giro mais alto, quando se necessita de mais torque. Essa função está saindo de linha de
veículos mais novos, já que muitos deles permitem trocas manuais, como as aletas ou alavancas no
volante.

Para um melhor desempenho na aceleração, você pode utilizar a ação “S” para um comportamento
mais esportivo. Neste caso, é possível esticar mais as marchas e, por consequência, maior consumo
de combustível.

Erros que danificam o câmbio automático:

Aproximadamente metade dos carros hoje no mercado possuem algum tipo de câmbio automático
e os números tendem a aumentar.

No entanto, por falta de contato ou compreensão de como o automático funciona, muitos erros são
cometidos e acabam danificando o automóvel.

Pensando nisso, listamos alguns dos principais erros cometidos que danificam o sistema do carro de
câmbio automático.

1 – Falta de manutenção

As transmissões com conversor de torque e engrenagens precisam de lubrificação como todo
componente mecânico. Por isso, é necessário a manutenção da transmissão e a troca dos fluidos no
prazo correto.

Alguns dos sintomas de baixo nível de lubrificação ou óleo velho são:

  • Dificuldade no engate entre as marchas;
  • Aumento de trancos;
  • Leve atraso na tração das rodas ou “patinar”.

Fique atento a possíveis vazamentos, pois podem aumentar a temperatura por conta da ausência de
lubrificação.

Consulte um profissional de confiança e realize manutenções regularmente.

2 – Fazer o motor pegar no tranco

Esta prática existe, porém não é recomendada. Não podemos nos esquecer que os veículos não
foram projetados para este tipo de procedimento.

Existem formas de como proceder neste caso, mas a chance de cometer algum erro é grande, como
por exemplo colocar a alavanca na posição “P” enquanto o veículo estiver andando. Este movimento
irá bloquear as rodas e certamente danificar a sua transmissão, fica aqui uma dica.

Por isso, forçar manualmente as peças do câmbio automático podem gerar dores tanto para sua
cabeça quanto para o seu bolso.

Portanto, se estiver com problemas de partida, a melhor dica é procurar ajuda de outra forma, seja
guinchando ou acionando um especialista.

3 – Engatar a marcha ré na hora errada

Se você tem mania de engatar o carro na marcha ré enquanto ele ainda se move para frente, saiba
que esse é um hábito que precisa acabar imediatamente.

O automático é um conjunto de peças desenvolvidas para trabalharem como um relógio suíço (em
suas devidas proporções de comparação). Por isso, a cada tranco que recebe, a chance de pequenos
danos cumulativos começarem a se formar, é grande.

Segunda regra de ouro do câmbio automático: as letras R e P só podem ser acionadas com o veículo
totalmente parado.

4 – Hábitos ruins decorrente do seu carro manual

Você dirigia seu carro na banguela? Te dou motivos para parar de fazer isso! Mesmo com câmbio
manual.

Se você desengata a marcha nas descidas achando que está economizando combustível, saiba que
isso é um mito e já foi superado. Independente do carro ser manual ou automático, essa prática
deve ser evitada. Atualmente os sistemas de injeção eletrônica já regulam a quantidade suficiente
de combustível quando os veículos estão na posição “D”.

Além de aumentar o consumo de combustível, compromete a segurança de seus passageiros e ainda
pode causar danos no automático, por realizar constantes trocas entre as posições “N” e “D” em
movimento.

Então, para economizar combustível basta pisar menos e manter o câmbio na posição “D”.

5 – Rodar o carro com excesso de peso

Como falamos no início deste artigo, o câmbio automático está ganhando cada vez mais adeptos no
mercado brasileiro e os utilitários pegam boa parte desta fatia.

É de se imaginar que rodar carregando uma carga que exceda o recomendado pela montadora é
nocivo ao veículo no geral como suspensão, freios, motor e não podemos esquecer do querido
automático.

6 – Não usar o freio de mão

O carro na posição “P” trava o câmbio automático para que ele não se movimente e muitos
motoristas acabam não utilizando o freio de mão por isso. Mas essa ação não foi projetada para
segurar o peso do carro como o freio estacionário. Além de todo o peso do veículo ficar sobre a
trava do câmbio, há riscos de segurança.

O correto é acionar primeiro o freio de estacionamento e depois colocar a alavanca na posição “P”.
Então não se esqueça de sempre acionar o freio de mão!

Bônus: A alavanca travou? E agora?

Um dos motivos mais comuns para o travamento da alavanca na posição “P” é a sequência entre
freio de mão e a própria posição. Se for sair com o carro, tira-se da posição “P” e depois solta o freio
de mão. Se estiver chegando, aciona o freio de mão, depois coloca na posição “P”.

Agora, falando de um eventual problema automático, a solução é simples: Remova uma pequena
tampa que está próxima da alavanca das posições do câmbio, utilizando a própria chave do carro
pressionando para baixo até destravar a alavanca.

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Mitos e verdades sobre o radiador;
Manutenção de motor a diesel.

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